Maria Clara Pacheco é campeã mundial de taekwondo
- Fonte: Assessoria de imprensa

- 24 de out. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 3 de nov. de 2025

Em reedição da final do Grand Prix de Muju, brasileira supera sul-coreana campeã olímpica Yu-Jin Kim e leva segundo ouro do Brasil na história igualando o feito de Natália Falavigna
Dia 24 de outubro está eternizado na história do taekwondo brasileiro. Após 20 anos do ouro, até então inédito, de Natália Falavigna, a jovem Maria Clara Pacheco (-57kg) iguala o feito e é campeã mundial em Wuxi, na China.
“É uma emoção que eu não consigo explicar, é a primeira vez que eu ganho um título tão importante e era realmente o objetivo do ano. Estou muito feliz, agradeço a todos que estavam na torcida! E mando um abraço especial para a minha mãe, para o meu pai, dedicar essa vitória para o meu treinador que está aqui e tornou tudo possível e agradecer grandemente à CBTKD e ao Time Brasil por todo o suporte que eles me deram durante esse ano e nos últimos anos para que esse ciclo seja o melhor possível”, disse Maria Clara, que foi ao lugar mais alto do pódio aos 22 anos, ao vencer a campeã olímpica Yu-Jin Kim na final, por 2 rounds a 0.
"A Maria é uma atleta que, há algum tempo, já nos desperta essa atenção. A gente vem trabalhando junto com a Confederação, investindo na Maria nos últimos anos. E, principalmente nesse ano, ela deu um salto de performance incrível. Vê-la entregar um nível de performance que ela colocou hoje, muito acima das demais, é muito gratificante. A Maria é uma atleta excepcional, uma atleta com potencial imenso. Tem o olhar diferenciado e a conquista dela retrata tudo aquilo que ela é e toda a entrega que ela tem, que a equipe dela tem, no dia a dia, nos treinamentos", celebrou Natália Falavigna, gestora esportiva do Comitê Olímpico do Brasil (COB).
"É muito legal ver como ela passa também a ser uma referência para a equipe brasileira e que essa energia espalha para o grupo inteiro. Então, fico muito feliz que o ano da Maria foi coroado com essa medalha de ouro, porque mais do que nunca, ela merecia, por um ano excepcional que ela teve e pelo nível de performance que ela tem entregado em cada torneio que ela disputa", completou Falavigna.
O caminho até o ouro histórico
Pela posição no ranking, a nº1 do mundo entrou na competição direto nos 32 avos de final. Na primeira luta, enfrentou a portuguesa Leonor Correia e conquistou uma vitória bastante tranquila, por 2 rounds a 0, ambos vencidos por 13x0. Pelas oitavas, o duelo foi contra a espanhola Laura Rodriguez Marquina, em um confronto mais disputado. No primeiro round, a europeia levou a melhor (6x5), mas Maria Clara se recuperou bem e virou para 2 a 1, com parciais de 10x5 e 5x2. Pelas quartas, mais uma vitória sem sustos contra a norte-americana Faith Dillon, por 2 a 0 (8x5 e 8x8). A brasileira emplacou mais uma ótima luta para conquistar a vaga na final, sobre a chinesa Zongshi Luo, por 2 a 0 (4x2 e 10x3).
A grande decisão contra Yu-Jin Kim foi uma reedição da final do Grand Prix de Muju, também vencido pela brasileira em agosto deste ano. Em outubro, a Maria Clara passou a sul-coreana para chegar à posição mais alta dos rankings mundial e olímpico na categoria até 57kg.
Trajetória brilhante
Maria Clara começou a competir no Adulto há apenas dois anos, em 2023, quando conquistou sua primeira medalha em Mundiais da categoria: o bronze em Baku. Meses depois, veio a prata nos Jogos Pan-Americanos de Santiago. Em 2024, ela chegou às quartas de final dos Jogos Olímpicos de Paris.
Em junho de 2025, Maria Clara foi campeã do Grand Prix de Charlotte, nos Estados Unidos, dois meses antes da vitória sobre Yu-Jin Kim no Grand Prix de Baku; em julho, foi ouro nos Jogos Mundiais Universitários, na Alemanha.
Nesta manhã, Maria Clara reencontrou a sul-coreana, venceu novamente e se sagrou campeã mundial em Wuxi.









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