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Projeto leva metodologia da Escola de Vôlei Bernardinho à rede pública

  • Foto do escritor: Fonte: Assessoria de imprensa
    Fonte: Assessoria de imprensa
  • 1 de abr.
  • 4 min de leitura

Uma escola pública na região central de São Paulo se transformou em quadra de aprendizado, durante o lançamento do projeto Ponto de Virada, iniciativa do Instituto Cury que utiliza o esporte como estratégia para fortalecer o vínculo de crianças e adolescentes com a escola.


Realizado na Escola Estadual Canuto do Val, no Bom Retiro, o evento reuniu dezenas de estudantes em atividades em quadra e marcou a implementação inédita da metodologia da Escola de Vôlei Bernardinho na rede pública de ensino. O projeto inicia suas atividades com 120 alunos matriculados em dois núcleos da rede estadual.


Implementação inédita na rede pública


Até então, a metodologia era aplicada principalmente em escolas e clubes particulares e passa agora a integrar o ambiente escolar público em São Paulo por meio da parceria com o Instituto Cury.


A programação contou com a presença do técnico Bernardinho, que participou de atividades com os alunos e de uma conversa com representantes do Instituto e da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.


“O esporte tem um papel muito maior do que a prática em si. Ele ensina disciplina, convivência, respeito e mostra para esses jovens que eles são capazes de ir além”, afirmou Bernardinho.


Como funciona o projeto


O projeto está estruturado em duas modalidades, organizadas por faixa etária – Mini 2, voltada a alunos de 11 a 13 anos, e 4x4, para jovens de 14 a 16 anos – com uso de quadras adaptadas, progressão pedagógica e metodologia própria voltada ao desenvolvimento técnico e humano.


Os 120 alunos matriculados estão distribuídos em dois núcleos escolares:


Escola Estadual Professor Fidelino de Figueiredo

●       4x4: 18 alunos

●       Mini 2: 37 alunos


Escola Estadual Canuto do Val

●       4x4: 36 alunos

●       Mini 2: 29 alunos


A iniciativa pretende alcançar mais de 180 alunos nos próximos meses, com a expectativa de que a procura e o interesse pela prática aumentem à medida que o projeto se consolide no ambiente escolar.


Estrutura e visão do projeto


Para a gerente executiva do Instituto Cury, Luciana Kamimura, o projeto nasce com foco direto em um dos principais desafios da educação:


“O Ponto de Virada parte de uma pergunta concreta: como manter esses jovens conectados com a escola? O esporte entra como uma estratégia real de engajamento, pertencimento e construção de novas perspectivas. Ao mesmo tempo, ele desenvolve habilidades que vão acompanhar esses alunos ao longo da vida, como resiliência, espírito de equipe e a capacidade de lidar com frustrações.”


O Diretor Presidente do Instituto Cury, Fabio Cury, destaca que a iniciativa reflete uma visão de investimento social estruturado:


“Não é uma ação pontual. É uma atuação estruturada, com método e continuidade. O esporte desenvolve habilidades interpessoais que esses jovens vão levar para a vida e que fazem diferença direta na sua trajetória profissional.”


A ação contou também com a participação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Para Priscila Oliveira, líder de esportes da Seduc-SP, iniciativas como essa ampliam o papel do esporte na formação dos estudantes:


“O esporte contribui para o desenvolvimento físico, emocional e social. Quando bem estruturado, ele se torna uma ferramenta pedagógica importante na permanência dos alunos na escola.”


Esporte e permanência escolar


O projeto se insere em um contexto em que a evasão escolar se intensifica na adolescência, especialmente a partir dos 15 anos, quando a taxa de frequência escolar começa a cair de forma mais acentuada, segundo a PNAD Educação. Entre jovens de 15 a 17 anos, cerca de 8% estão fora da escola, percentual que aumenta conforme avançam as transições para o ensino médio e para o mercado de trabalho. Nesse cenário, relatórios da UNESCO indicam que a prática esportiva contribui para o engajamento, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e a permanência dos estudantes no ambiente escolar.


Atuação ampliada do Instituto


Além do Ponto de Virada, o Instituto Cury desenvolve outras iniciativas que utilizam o esporte como ferramenta de mobilidade social em diferentes territórios.


Em São Paulo, o projeto Ídolo Social, realizado em parceria com o Instituto Anderson Varejão e a Associação Pró Basquete, oferece aulas gratuitas no contraturno escolar e acompanhamento psicossocial, atendendo cerca de 200 jovens em 2025. O projeto ainda contempla a formação de professores dentro da metodologia, ampliando o impacto. Em 2026, o Ídolo Social será expandido, com quatro novos núcleos, sendo dois em São Paulo e dois no Rio de Janeiro.


No Rio de Janeiro, o projeto Respeita o Corre oferece aulas gratuitas de atletismo para pessoas com e sem deficiência na Vila Olímpica da Gamboa, em parceria com o Instituto Athlon. A iniciativa atende cerca de 50 participantes entre 3 e 80 anos e conta com a atuação de paratletas, incluindo medalhistas paralímpicos, apadrinhando o projeto. Esse contato direto amplia horizontes e inspira novas possibilidades. O projeto também apoia a trajetória desses atletas, contribuindo para custos de treinamento, alimentação e participação em competições oficiais, enquanto promove inclusão, autoestima e pertencimento por meio do esporte.


A trajetória de participantes do projeto Respeita o Corre é retratada no episódio 2 da websérie “Construindo o Presente”, que acompanha histórias de superação e desenvolvimento no contexto esportivo.



 
 
 

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