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Resultados dos Jogos da Juventude apontam maior descentralização do wrestling no país

  • Foto do escritor: Fonte: Assessoria de imprensa
    Fonte: Assessoria de imprensa
  • 22 de set. de 2025
  • 4 min de leitura
Laura Silva foi a surpresa vinda do Rio Grande do Norte e faturou o ouro na categoria até 43 kg / Crédito: COB
Laura Silva foi a surpresa vinda do Rio Grande do Norte e faturou o ouro na categoria até 43 kg / Crédito: COB

Com a participação de quase 500 atletas de 24 estados e da Capital Federal, modalidade teve medalhistas fora do eixo Rio-SP nos três estilos


Os confrontos de wrestling mostraram nesta edição dos Jogos da Juventude, realizada em Brasília, que a modalidade está em franca evolução também fora do eixo Rio-SP, que historicamente é mais estruturado e reúne o maior número de praticantes.

 

Das 44 medalhas individuais de wrestling distribuídas no torneio, 30 foram conquistadas por wrestlers de outros estados. Um exemplo é a amapaense Laynne Tolosa, que faturou o ouro na categoria até 57 kg, superando a carioca Ana Coelho na final. Laura Silva, do Rio Grande do Norte, também ficou com o ouro, na categoria 43 kg, deixando a amazonense Jennifer Queiroz com a prata.

 

Figura já conhecida dos torneios nacionais e internacionais sub 17, o amazonense Lavoisier Marubo mais uma vez mostrou por que é um dos principais atletas brasileiros de sua faixa etária e venceu a categoria até 65 kg do estilo greco-romano. Em segundo lugar, ficou o capixaba Gabriel de Melo.

 

A delegação de Rondônia contou com o reforço dos irmãos iranianos Amir Abdollahzadeh, Mahdi Habibi e Mohammad Sehgonbad, que ganharam até aqui as únicas medalhas do estado na competição. Mohammad foi prata no greco-romano até 92 kg. No estilo livre, Mahdi e Amir abocanharam o bronze, respectivamente, nas categorias até 55 kg e 71 kg.

 

Naturais do Irã, potência mundial da modalidade, os jovens atletas imigraram há quase um ano para o município de Ji-Paraná, por melhores condições para treinar e estudar. Outros estados que tiveram atletas no pódio e apontam essa tendência de descentralização do wrestling no Brasil foram: Paraíba, Pernambuco, Bahia, Santa Catarina, Piauí, Sergipe, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Amapá.

 

Para o treinador principal da seleção brasileira sênior, o português David Maia, que foi observador durante todos os dias do wrestling no torneio, os Jogos da Juventude trazem boas lições para o aprimoramento da base.

 

“Observamos uma ligeira evolução desta faixa etária. Alguns estados mostraram mais empenho e melhor conhecimento técnico, porém, ainda teremos muito para trabalhar e colocar o Brasil num patamar mais elevado. Para as próximas edições, entendo que deveriam ser incluídas mais categorias de peso, o que ajuda no aprendizado dos atletas e na mensuração dos desempenhos”, explica. 


“As equipes do Norte têm feito boas participações nos torneios nacionais e me chamaram muita a atenção neste torneio, a exemplo do Amazonas, Rondônia e do Amapá, que tem a contribuição de um treinador argelino. No Nordeste, o Rio Grande do Norte também fez bonito na competição. O Rio de Janeiro subiu ao pódio em quase todas as categorias. Outro que vem despontando com bons talentos é o Espírito Santo. Em termos gerais, percebo uma evolução individual e coletiva nas cinco regiões do país”, completa David Maia.

 

“A participação de quase todos os estados foi magnífica para nossas avalições. E isso se deve muito às articulações institucionais da CBW com prefeituras, estados, clubes, empresas, enfim, todo o ecossistema interessado em desenvolver o wrestling”, ressalta Flavio Cabral, presidente da Confederação Brasileira de Wrestling.

 

A última etapa do wrestling nos Jogos da Juventude reuniu os confrontos por equipes. No estilo livre feminino, o primeiro lugar ficou com o Rio de Janeiro, seguido por São Paulo, em segundo lugar, Mato Grosso e Rio Grande do Norte, que compartilharam o terceiro lugar. No livre masculino, a delegação do Espírito Santo mostrou que o ouro é sinal de muito potencial no estado. A prata ficou com Santa Catarina e o bronze foi dividido entre São Paulo e Pará. No greco-romano, a ordem foi Rio de Janeiro em primeiro, Paraíba na segunda colocação e os terceiros do pódio foram Pará e São Paulo. 


ESTILO LIVRE FEMININO

 

Categoria até 43 kg

RN – Laura Silva - Ouro

AM – Jennifer Queiroz - Prata

SP – Amanda dos Santos – Bronze

BA – Ana Carolina de Almeida – Bronze

 

Categoria até 49 kg

RJ – Luanny de Souza – Ouro

AP – Elohanna dos Santos – Prata

RN – Tayná Gomes – Bronze

PB – Julia Torres – Bronze

 

Categoria até 57 kg

AP – Laynne Tolosa – Ouro

RJ – Ana Coelho – Prata

AM – Ester de Oliveira – Bronze

MT – Karol Cerqueira – Bronze

 

Categoria até 65 kg

SP – Maria Eduarda Miranda – Ouro

RN – Yohane Bonifácio – Prata

ES – Maria Eduarda Barcelos – Bronze

AM – Lorena Martins – Bronze

 

Categoria até 73 kg

RJ – Kaillany da Cruz – Ouro

AM – Analice Moraes – Prata

RN – Eduarda de Oliveira – Bronze

SP – Mariana Brito – Bronze

 

ESTILO LIVRE MASCULINO

 

Categoria até 55 kg

RJ – Marcos Teixeira – Ouro

PB – Auzueres Neto – Prata

AM – Paulo Kauã – Bronze

RO – Mahdi Habibi – Bronze

 

Categoria até 71 kg

RR – Luís Moraes – Ouro

RJ – Matheus de Souza – Prata

ES – Isaque Barbatto – Bronze

RO – Amir Abdollahzadeh – Bronze

 

Categoria até 110 kg

SP – Luís Pires – Ouro

PE – Francisco Júnior – Prata

SC – Jhonatan Alves – Bronze

PI – Luiz Filho – Bronze

 

ESTILO GRECO-ROMANO

 

Categoria até 48 kg

RJ – Moisés Santos – Ouro

PA – William da Conceição – Prata

SE – Pedro Pestana – Bronze

SC – Marco dos Prazeres - Bronze

 

Categoria até 65 kg

RJ – Lavoisier Marubo – Ouro

ES – Gabriel de Melo – Prata

MS – Ryan Brandão – Bronze

SP – Malcon Miranda – Bronze

 

Categoria até 92 kg

SP – Alan Beserra – Ouro

RO – Mohammad Sehgonbad – Prata

RN – Vitor de Almeida – Bronze

RJ – Arthur Estêvão – Bronze



 
 
 

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